Em mais uma empreitada socio-cultural, a equipe do Vai trabalhar, vagabundo recebeu, diretamente da INTERNET, boa parte do primeiro disco solo de Marcelo Camelo, outrora conhecido como a metade do Los Hermanos que fazia sentido.
Antes das músicas realmente começarem a rodar o mundo, apareceu essa foto:

Pouco depois, surgiu a capa do disco:

Parece alguém se esforçando muito para virar o Oswaldo Montenegro, certo? Capa de disco CONCRETISTA e o estilo SOU MINDINGO MAS AS MOÇA ME ADORA é perder a mão em um grau bem acima do aceitável.
Mas a Equipe Chico Barney de Resenhismo-Arte não se fez de rogada e tratou de ouvir, canção por canção, o que MC tem a dizer.
DOCE SOLIDÃO
Bastante suingada, é uma espécie de mea culpa: Camelo odeia Rodrigo Amarante, mas adora as fãs dele.
COPACABANA
Marchinha de Carnaval que manda avisar: chegou a Turma do Funil, e todos estudam jornalismo.
JANTA
Mallu Magalhães é a nova Luciana Gimenez. Ela sente em português, mas se expressa em inglês. Ou vice-versa? Boa canção, e temos inclusive uma imagem exclusiva dos bastidores da dupla em estúdio.

LIBERDADE
Mais uma música em que exibe toda a vontade que tinha de continuar tocando com os ex-colegas de banda. Rodrigo Amarante perdeu o emprego para a Mallu Magalhães.
MAIS TARDE
O que aconteceria se Dorival Caymmi acordasse metamorfoseado em um camelo? Teria meia corcova, de duas possíveis. Essa canção deveras kafkaniana parece ser sobra do Ventura.
MENINA BORDADA
Uma pegada meio folclore, mas sem esquecer o que é moderno. O disco exala saudades do futuro. Especialmente no trecho”Moça por favor, cuida bem de mim”, em que Freud explica a saudade E o futuro.
PASSEANDO
Um salto certeiro na oswaldomontenegreização de si mesmo. Musiquinha instrumental meio dedilhada finalizada por alguns gemidos sem muito nexo.
TUDO PASSA
O refrão deixa bem claro que a união com Amarante não era nada além de casual. Principalmente pelo refrão “Rodrigo, vê se me erra ô ô”. Duvido que Camelo estivesse falando do BARBA, ou mesmo que lembre que ele exista.
TÉO E A GAIVOTA
O nome da música é auto-explicativo. Sabe aqueles quadros feios de gaivotas voando num céu azul? A música passa a mesma coisa. É uma vitória da tradução artística, mas uma derrota do bom gosto.
VIDA DOCE
Sobra de estúdio de “Siderado”, do Skank. Mas com a letra alterada mais uma vez pra deixar claro o quanto ele não gosta de ler os textos do Bruno Medina no G1.
Agora é ficar na expectativa de que alguma das quatro músicas faltantes preste. Voltamos a qualquer momento com mais um Boletim Sou Bagual Só Falo Merda.