Sempre na vanguarda da internet brasileira, hoje preparamos uma resenha especialíssima sobre os títulos conhecidos das músicas do novo disco do Wilco. Vamos resenhar a princípio apenas os títulos, tendo em vista que só isso foi liberado até agora. Confira mais esse furo de reportagem na edição de hoje do Vai trabalhar, vagabundo.
Wilco will love you, baby
“Deeper Down”
Em se tratando de Jeff Tweedy, o buraco é sempre mais embaixo. Até que o sujeito demorou tempo demais para fazer uma música sobre isso - se é que a música é sobre isso. Cotação:um fuio, de um buiaco na paiede possível
“My Country Has Disappeared”
Canção épica sobre os anos de chumbo da Era Bush. Tweedy, emocionado, rasga versos sobre o sofrimento da nação que ele tanto ama e RESPEITA durante o governo anterior, até que a psicodelia cortante da guitarra de Nels Cline termina a canção de maneira grandiosa, nos avisando que Barack “LIGHTYEAR” Obama chegou para levar a América ao infinito… e além! Cotação:um Triângulo das Bermudas, de um losango possível
“Sunny Feeling”
Um título que remete, um pouco, à fase de A Ghost is Born, mas com uma pitada de Summerteeth. Acredito na junção magnífica da solaridade pós-Raul de um “Shot in the arm” somado a uma bipolaridade eletro-acústica de “Spidersmoke”. Tem tudo para ser minha canção preferida. Cotação:uma brisa de época, de uma Brisa Issa possível
“Wilco, The Song”
Eles tocaram essa no Colbert Report, fim do ano passado. Como qualquer música do Wilco que a gente já tenha de fato escutado, fica automaticamente acima de qualquer resenha. Então vamos ouvir juntinhos, numa só emoção.
# Não deixe de conferir Let It WILCO, o tumblr preferido da galera.
Amigos, estou preparando algumas novidades palpitantes para uma versão web 5.0 estrelas do Vai trabalhar, vagabundo. Enquanto isso, a presença online da Equipe Chico Barney para Momentos Oportunos segue a todo vapor, cada vez mais espalhada por aí!
# Let It WILCO- meu projeto, em parceria com Seu Felipe, ex-Farofa Paranaense, em que mistura-se o título de canções do Wilco com imagens estonteantes pescadas na internet. Uma das iniciativas mais elogiadas de 2009, e você deve conferir.
# SALVE SIMPATIA - Toda a emoção do pagode modinha, em doses quase diárias
# Pau No Cool Hunter - Tido como grande referência para os maiores papas das redes sociais em 2008, o blog continua um sucesso irrefreável neste ano, aguardem muitas novidades trazidas até você por este que vos escreve e o mítico B. Tozzini
# Troféu VF - Segunda-feira sai o resultado, e eu participei do júri de maneira emocionada
# Google Reader - Veja sempre os itens compartilhados nessa coluna aí do lado. Sou uma das pessoas mais antenadas do Vale do Silício, então é bom ficar ligado
# TWITTER - A presença online definitiva, ao menos desta estação, onde sempre apareço com links poderosos e insights de um milhão de dólares
Sim, são tempos valiosos para um fã de Chico Barney. E este blog não tarda em retornar como minha principal fonte de renda e tapinhas nas costas. Aguardem, pois antes mesmo de março começar estaremos em nova fase.
Vamos durante o dia publicar o filme inteiro estrelado pelo Rodriguinho, ex-vocalista dos Travessos: “Uma História Assim”.
Essa primeira parte é uma das minhas preferidas, começa com uma moça cantando uma música gospel, numa vibe meio ‘começou o Supercine’, e depois ela emenda uma música sobre bolinhos de bacalhau até ser surpreendida pelo Rodriguinho, que por acaso estava gravando um disco no mesmo estúdio.
O clipe que segue é da música “Não tem hora, nem lugar”, e tanto pode fazer parte da narrativa da história principal quanto simplesmente não fazer o menor sentido. Ou seja, notamos já de cara a influência do escritor chileno Roberto Bolaño.
Percebam o manequim da apresentadora Priscilla Alcântera aparecendo o tempo todo atrás do Rodriguinho no clipe, no melhor estilo Três Solteirões e Um Bebê.
UMA HISTÓRIA ASSIM - Parte 2
Nesta segunda parte, a mundialmente reverenciada canção “Palavras de Amigo”, em parceria com Thiaguinho, vocalista do Exaltasamba, é pano de fundo para o desenrolar de algumas questões importantes para a nossa aventura.
Percebemos que o clipe na parte anterior realmente teve impacto na cronologia do filme, e Rodriguinho estava até escrevendo uma cartinha de amor para sua amada Naná. Isso acaba atrasando o pagode do Thiaguinho, que resolve revelar que Naná não passa de uma crente do rabo quente.
A cena da treta entre os dois protagonistas é uma das melhores de todos os tempos, além da música ter sido com certeza o maior sucesso de 2008.
UMA HISTÓRIA ASSIM - Parte 3
Depois de fazer as pazes com o Thiaguinho, nosso herói Rodriguinho vai atrás da biscate da Naná, e dá um baita enquadro nela fazendo ponto numa esquina qualquer. Ele vai lá, dá uns tapinhas de leve na vagabunda, e bate a real, ao som da música “Fatalmente”:
‘Mas chegou, acabou, é hora de dizer adeus
Vacilou, terminou, e o culpado não foi eu’
É um dos momentos mais intensos do filme inteiro, principalmente as cenas em que Rodriguinho se revela um gordinho zoado, bem triste por estar sendo contrariado pela mulher a qual é apaixonado há quase dez minutos inteiros.
Impossível não se sentir fisgado por esse desencontro de amor.
UMA HISTÓRIA ASSIM - Parte 4
Neste segmento, somos apresentados ao hit “Até mais”. A introdução é especialmente genial. Começa com Rodriguinho e uma loira qualquer deitados na cama dele, ele sem roupa e ela com a camiseta dele. Toca a campainha e ele pede, gentilmente, para ela atender, pois ele ‘não quer se desconcentrar aqui’. Sim, eles estão curtindo um momento pós-coito, mas ele estava claramente tendo alguns insights criativos na alcova.
O restante da cena, com a crente do rabo quente e a amiga invadindo a casa do Rodriguinho é bastante tensa, durante alguns momentos eu tive certeza que tudo aquilo iria descambar em um filme pornô dirigido pelo J. Gaspar, além da presença da Bruna Ferraz ser quase tangível.
Menos mal, o que se segue é um rascunho de clipe de rapper malandrão estrelado por um Rodriguinho cada vez mais parecido com o André Marques do Vídeo Show.
UMA HISTÓRIA ASSIM - Parte 5 (final)
A loira do Rodriguinho acaba se mostrando uma grande cretina, o que leva nosso herói a descer até a garagem e conferir Naná desabafando com a amiga, dizendo que ‘ele foi atrás dos colegas dele’.
Mas Rodriguinho chama a gatinha na chincha, e somos surpreendidos pela canção “Uma história assim”, que exala boas vibrações amorosas. Além de cenas de pura alegria, vemos o casal reatar de maneira que o filme não faz o menor sentido, e também somos forçados a relembrar os momentos mais marcantes dessa obra-prima.
Finais felizes, de qualquer maneira, sempre me emocionam um bocado. Felicidades ao Rodriguinho e a Naná - que no final das contas é biscate do mesmo jeito, mas aparentemente um pouco menos chata que a galega. E essa é a moral da história.
Mais sobre o filme e sobre o fascinante pagode modinha você confere no tumblr SALVE SIMPATIA.
Segunda-feira passada o Vai trabalhar, vagabundo completou 7 anos de existência! Estamos quase tão felizes quanto melancolicamente velhos.
Na verdade, são sete anos desde a criação do blog, mas ele deu lugar durante uns dois ou três anos para o Fator Barney, um projeto fascinante que quase me levou à falência. Enfim, aproveito este espaço para agradecer a todos os queridos amigos que acompanham com tanto charme e alegria estas desgraçadas linhas há tanto tempo.
E digo mais, éramos todos muito melhores do que toda essa garotada que hoje aí está.
ABS
PS: aproveitando o ensejo, vou começar uma nova série aqui no blog chamada “As 2002 coisas mais legais sobre o ano de 2002″. Nenhuma preocupação em concluí-la. ABS