#30

June 25, 2009

Leighton Meester - Bette Davis Eyes

Uma das atrizes mais gatinhas da atualidade, Leighton Meester revelou-se nesta semana como grande promessa da pornografia informal.

Alguns meses antes, ela já dava sinais de uma boa diversidade de talentos, ao surpreender em sua versão cativante de “Bette Davis Eyes”, canção originalmente entoada pela jaguaríssima Kim Carnes em algum ponto apropriadamente esquecido dos anos oitenta.

Certamente é a versão definitiva da música, tendo em vista que a própria musa de Gossip Girl tem charmosos olhos à Bette Davis.

Grande sucesso nas redes sociais, o Olhar Bette Davis é uma espécie de precursor do Olhar Moema. A maneira chique, única e exclusiva de se garantir superior em qualquer situação.

A produção da faixa é excelente, remetendo aos melhores momentos de All Saints.

Confesso que desconheço os talentos dramáticos da moçoila, portanto torço que suas outras atividades tenham uma vida longa e próspera - a música em segundo lugar, sempre.

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Tá preocupado comigo?

#31

May 28, 2009

Maxwell - The Lady Suite

Maxwell fez sua estreia no mercado fonográfico com um disco temático. A ideia de Urban Hang Suite era narrar, passo a passo, uma bela noite de chamegos e carícias. Era a evolução do mela-cueca: uma pequena mancha nas roupas de baixo, um grande passo para a música romântica dos anos noventa.

Ninguém ainda havia descoberto a diferença entre o charm e o funk, então ficou combinado que o nome do suingue sentimental de Maxwell e congêneres tratava-se de Neo Soul - os escolhidos do balanço, muitos anos antes de Matrix.

A canção “The Lady Suite” está no trabalho pós-coito do cantor, o Unplugged MTV. Romântico incorrigível, Maxwell tratou de conversar sobre casório já no segundo disco.

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Clap your hands and say ‘yes’

#32

May 14, 2009

Jim O’Rourke - Something Big

É difícil não gostar do Jim O’Rourke. Ele é o cara que apresentou a MICROFONIA para Jeff Tweedy. Foi um momento definidor, tão importante para a humanidade quanto quando um cara que mostrou o primeiro episódio de Chaves para o Silvio Santos, quando o Bob Dylan dando uma bola pro John Lennon, ou ainda quando o Eliakim Araújo resolveu chegar na Leila Cordeiro.

O’Rourke trabalha com o Sonic Youth, e também toca no Loose Fur com o Tweedy e o Glenn Kotche (batera do Wilco). De vez em quando, lança discos experimentais e, logicamente, barulhentos. Mas no EUREKA, cuja capa perturbadora você pode conferir aqui, ele fez essa cover suingada de Something Big, do Burt Bacharach.

É difícil parar de ouvir depois da primeira vez. Contagiante, extasiante, deliciante.

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Doença mental das boas

#33

April 29, 2009

Fall Out Boy - The Carpal Tunnel of Love

Se fosse tomar por essa música, eu confundiria os tais emos com a turma mais animada face da Terra. Veja bem, tudo o que consigo entender é uma MOLECADA gritando refrões GANCHUDOS no meio da mais chacoalhante GUITARREIRA.

Acho o final da canção simplesmente espetacular, quando eles começam a falar grosso, aos berros. Seria algum rito de passagem? Eles pararam de chorar as pitangas e viraram adultos? Não sei, no final o vocalista dá uma esganiçada. Assim sendo, ignoro e DANÇO.

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Diego Hypollito feelings

#34

April 23, 2009

Uncle Tupelo - Gun

Eis um ferinha que ainda vamos ver muito por aqui: Jeff Tweedy. Essa é a música que mudou tudo no Uncle Tupelo, banda que ele tinha com o Jay Farrar (Son Volt) entre o fim dos anos oitenta e começo dos noventa. Gun é considerada, de certa forma, o começo do fim da banda (que aconteceria só dois discos depois), e o florescer da sensibilidade artística do jovem Jeff.

Terminei de ler essa semana “Learning How To Die”, a biografia do Wilco - mais especificamente, um panorama da vida do Jeff Tweedy desde a tenra idade até o comecinho da produção de A Ghost is Born. Ou seja, está para o Wilco assim como aquela trilogia nova está para Star Wars. É onde descobrimos todos os detalhes ardilosos de como Tweedy se transformou no Darth Vader do amor.

Recomendo com muito amor no coração: leia o livro, ouça a canção, abrace sua avó.

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Rafa Lossio feelings

#35

March 19, 2009

Walter & Reys - Revelação Reveillon

Certamente a mais ganchuda de todas as canções que conheci em 2008, esta pérola escondida do cancioneiro nacional me foi apresentada por B. Tozzini, a metade cadeeira do Pau No Cool Hunter.

Gema pop de ares rupestres, “Revelação Reveillon” conta uma história divertida que aconteceu na virada de um ano, e ainda cita ‘aquele disco da Marrom - quem não gosta de Marrom?’

Descontração, vitalidade e boas vibrações. Walter & Reys é tudo o que precisamos ouvir em tempos de crise.

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Não sei se essa foto tem a ver com os caras de fato

#36

March 12, 2009

Márcio e Goró - Sabiá

O funk nunca foi de arruaça! Essa é a sensação que tenho ao ouvir os melosos e cativantes versos entoados por Márcio & Goró. Envolvente como Norman Mailer, doce como Chico Buarque.

Eu adoraria poder citar aqui apenas um trecho da letra, mas é simplesmente impossível escolher apenas um.

Admirando o vai e vem das ondas, me encontrava em tristeza sem fim
Olhando as águas aquecendo as rosas, senti um doce cheiro de alecrim,
Nesse momento eu ouvi palavras, simbolizando o verdadeiro amor
e calmamente o vento soprava, a mana charah do orakioh
Estaziado por tanta beleza, vi a tristeza se afastar de mim
Vá sabiá e traga a minha princesa, no sofrimento ponha logo um fim…

Vá sabiá, traga ela de volta pra mim.
Com certeza eu vou recompensar, com perfume rosa e alecrim,
Lá estava eu, de frente pro mar, quando vi ela cantar
Linda sabiá à de laranjeira, doce sereia do luar

Aparentemente, a única coisa mais triste além do sabiá não trazê-la de volta para a dupla seria o sucesso voar para longe: Goró se matou depois que a gravadora rescindiu o contrato com eles. Márcio culpa a falta de Jesus no coração, eu já acho que foi a falta de um bom advogado.

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Unemployment is a warm gun

Coletânea das 50 + do universo - volume 1

March 6, 2009

REUNINDO as músicas que ficaram entre as posições 50-41 da nossa interminável série!


Clique aqui para baixar.

Relembre com detalhes quais foram as canções que chocaram a nação:

#50 Raça Negra - Cheia de Manias
#49 WhiteTown - Your Woman
#48 Maurício Mattar - Babaobá
#47 Marquinhos Santana - Cilada
#46 Spacehog - Carry On
#45 Copacabana Beat - Mel da sua boca
#44 Steven Seagal - Strut
#43 Bebeto & Márcia Freire - O meu amor chorou
#42 Ugly Kid Joe - Cloudy skies
#41 D.Fhala - Linha do horizonte

Pra quem não tá ligado, nossa equipe de serviços atrasados começou a produção dessa série no já longínquo 2006, e só neste ano consegui chegar na posição #37. Agora vamos ter pelo menos uma nova canção por semana, e eu espero terminar essa porcaria antes da Copa do Mundo.

#37

January 26, 2009

Urge Overkill - Somebody Else’s Body

Caso você não esteja ligando o nome a pessoa, o Urge Overkill estourou com a cover do Neil Diamond em Pulp Fiction, a clássica “Girl, you’ll be a woman soon”. Sim, aquela da dancinha do John Travolta. Mas se eles não foram muito mais do que uma releitura para os anos 90 dos BeeGees, pelo menos eles foram um pouco mais.

‘Somebody Else’s Body’ é ganchuda e grande prova do valor criativo da banda. Pena que ficou claro que o trio não faria mais o mesmo sucesso, especialmente quando o vocalista passou a se vestir como a Uma Thurman.

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Boy, you won’t be a woman soon

#38

Fun Lovin’ Criminals - Couldn’t Get It Right

Certamente uma das bandas mais cretinas de todos os tempos, é muito difícil não gostar de Fun Lovin’ Criminals. O vocalista Hugh “Huey” Morgan está sempre tentando soar como se Robert DeNiro fosse dirigido pelo J. Gaspar, o que é muito divertido.

Especialmente nessa canção, uma pepita semi-completamente desconhecida do também nada destacado disco Mimosa, de 99. ‘Couldn’t Get It Right’ é, na verdade, uma canção da Climax Blues Band, cujo vídeo mantém a essência de um filme estrelado pela Rita Cadillac. O original é ótimo, mas gosto ainda mais da versão preciosa do FLC.

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Uma vibe meio Keanu Reeves

#39

Golden Smog - Until you came along

Golden Smog é o que poderíamos chamar de uma superbanda - talvez num universo paralelo. Com integrantes do Replacements, Soul Asylum, Jayhawks e Wilco (TWEEDY HIMSELF), a banda lança discos de vez em quando, e normalmente sem repetir muitos membros entre um trabalho e outro.

O disco a ser ouvido é Weird Tales: a ser ouvido sempre, todo dia, o dia todo. E é tão bom que a música mais emocionante sequer é uma da safra de Jeff Tweedy. “Until you came along” tem o clima que melhor expressa a banda. Parece perfeita para aqueles filmes que passam em um sábado à tarde, dublados na televisão aberta, quando você é moleque e só chove o verão inteiro.

E a canção é um depoimento de primeira grandeza: “com meus chapas, eu caçava / praticamente a filha de todo mundo / isso até você aparecer”. Finesse, elegância e bom gosto, cortesia da mente brilhante de Gary Louris (The Jayhawks).

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Os pais das tais moças não deviam esquentar muito a cabeça…

BÔNUS: Confira uma versão que um sujeito chamado Dean Nye fez. Se você não captou o que eu quis dizer com filmes dublados, sábados chuvosos e afins, entenda agora.

O clipe, com ele deixando bem claro que tocou todos os instrumentos, é uma beleza.


#40

January 25, 2009

Speed Freaks feat. B.Negão - Miragem

Você não pode achar ruim uma música que conta uma história sobre o que aconteceria se Didi Mocó fosse dirigido pelos Wayans Brothers.

é como tomar um ácido
num plácido dia de sábado
subir num pé de papoula
vendo lantejoula
e descobrir que é um cacto

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Didi, Mussunzinho e Terry Crews

#41

January 8, 2009

D.Fhala - Linha do Horizonte

Sim, caro leitor: a gaudéria banda do mítico Edu K já foi grafada desta maneira, intrigando até mesmo os mais carolas seguidores do Novo Acordo Ortográfico. E a banda do mítico Edu K também já não pertenceu ao mítico Edu K. O cara caiu fora da banda no começo dos anos noventa, e em 95 o D.Fhala ledzepelinou e chamou Tonho Crocco para substituí-lo no disco Top Hits.

Você mal conhece o DeFalla e eu venho falar de Tonho Crocco assim, na maior naturalidade? Ora, ele é o mítico vocalista da Ultramen, outra gaudéria banda que inclusive terminou recentemente, e teve vários hits como o… e o… e também…

O supra-sumo da empreitada pós-Edu K é essa gravação seriamente influenciada pelo funk melody de Linha do Horizonte, aquela baba do Azymuth.

O refrão é o mais poderoso que a banda entoou antes de ‘Vai Popozuda’: Na - Nanana - Nanananana - Nananana. Destaque para o interlúdio malemolente criado especialmente para esta versão, um marco tão importante quanto Tordesilhas.

Este é um clássico em roupagem definitiva. Melhor até que a versão do Sampa Crew.

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Crocco logicamente não participou do projeto seguinte da banda, ‘With This Disk We Shall Become The Rulers Of The Universe’ — não que isso tenha feito qualquer diferença

#42

March 4, 2008

Ugly Kid Joe - Cloudy Skies

Lá se vão mais de 10 intermináveis verões desde que Cloudy Skies animava as tardes de calor juntamente com a sempre simpática e saudável Sabrina Parlatore no Suor MTV. Aqueles momentos agradáveis depois do almoço, sem nenhuma preocupação na cabeça a não ser que horas voltaríamos para a praia e quem compraria o gás de isqueiro.

Longe de ser um grande hit da banda, a canção também não serve como síntese da porradeira jacu que era o Ugly Kid Joe. Calminha, melódica e com um clipe nada menos que sensacional, ela é uma pepita quase escondida no disco de menos sucesso do saudoso combo americano, o trepidante Menace to Sobriety.

Link para o videoclipe!


Feios de verdade

#43

November 18, 2006

Bebeto & Márcia Freire - O Meu Amor Chorou

O que aconteceria se o bunda-mole que fez a primeira música emo fosse brasileiro e curtisse um forrozão? Ele teria composto O Meu Amor Chorou, e seu nome seria Luiz Marçal Neto.

Autor da triste canção em que Paulo Diniz se esganiça até quase evacuar, Marçal deve provavelmente ter se suicidado por causa da baranga que chorava pela falta de modos que ele tinha, desacostumado que era com a vida a dois.

Como as contas não param, muito melhor que a versão tristonha do Paulo Diniz é a ensolarada mistura de forró com samba rock da dupla Bebeto e Márcia Freire. Debochada, divertida e suingada, só faltava complementar o refrão "O meu amor chorou, não sei por que razão" com um sonoro "pau no rabo dela!".

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Bebeto + Ronaldo + Luxemburgo dos anos 70

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