Desaquecimento Radiohead #3

March 18, 2009

A Origem Secreta do Capitão Suicídio
A incrível história de como um homem desistiu de sua vida para virar super-herói

Muitas pessoas me escrevem pedindo para eu voltar com as aventuras do Capitão Suicídio. Pois podem comemorar, já que minha habilidade infinita no paintbrush permite que seja criada mais uma temporada de aventuras cósmicas para o herói que tem sempre a solução mais fácil para tudo.

É com muito orgulho que apresento hoje a até então inédita aventura que traz a origem do mito.

Clique aqui para conhecer a Biblioteca Imprescindível do Capitão Suicídio, com aventuras clássicas escritas e desenhadas por Chico Barney!

POR QUE OS FÃS DE RADIOHEAD DEVEM GOSTAR? Alto astral! Animação! Esperança! Eu garanto que nada disso você encontra na série As Aventuras Finais do Capitão Suicídio.

Desaquecimento Radiohead #2

March 17, 2009

Continuando nossa série que investiga alternativas menos cretinas para o seu fim de semana, para o bom entretenimento ao invés de nóia, solidão e drogas no show do Radiohead.

Transtorno Polipolar
No qual discutimos os tiros para todo lado de Darius Rucker


I don’t know what to do with myself…

Quem aí não se lembra de Hootie & The Blowfish? Uma banda de rock vibrante, em um estilo multi-racial muitos anos anterior ao Bloc Party sequer sonhar em fazer playback na MTV. Os caras eram uma verdadeira fábrica de hits no meio dos anos noventa, fazendo frente apenas à Alanis Morrisette - que na época era considerada a sétima Beatle (#5 George Martin, #6 Seal).

O grande problema das bandas de rock é que o público consumidor costuma ter uma relação ou de veneração eterna ou de algo semelhante a uma noite de sexo casual. Depois do primeiro disco de Hootie & The Blowfish, ‘Cracked Rear View’, deu o óbvio: tudo o que o público idealizava era que eles virassem uma boa pizza de calabresa, para que pudesse logo em seguida virar para o lado e dormir.


Hootie & the Blowfish |MTV Music

Mas a turma de Darius Rucker continuou telefonando, insistindo, na forma de discos que tiveram recepções bem menos amistosas no mercado. Depois de alguns anos se esforçando (naquelas), a banda acabou. O que aconteceu com aqueles branquelos cretinos? Ninguém sabe. Mas Darius Rucker segue aí até hoje.

Em sua primeira investida solo, Dadá resolveu largar o rockzinho de baladas + vigor ao gosto do freguês, e abraçou com vontade o neo-soul, uma vertende bi-curiosa do mela-cueca. A parada ficou tão boa que a gravadora mandou ele exibir o cavanhaque esquisitão em outra freguesia.


A viagem malemolente do ex-Hootie fez escala definitiva na república do esquecimento eterno. Mas a total falta de apego a convicções artísticas ou mesmo coerência, permitiu que Dadá carimbasse seu visto rumo ao sucesso estrondoso de seu segundo disco solo, totalmente voltado ao country!


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POR QUE OS FÃS DE RADIOHEAD DEVEM GOSTAR? Darius Rucker canta as lamúrias da vida moderna. Coisas como “O velho e eu” (relação Ana / Naiá) “Eu só quero ficar com você” (os perigos causados pela multiplicidade de parceiros), “Segura minha mão” (a importância do téte-à-téte nesses tempos de Orkut e Fotolog) e “Não pense que eu não penso sobre isso” (sexo). Temas tão modernos e atuais que fazem OK Computer parecer coisa do século passado. Quer dizer… você entendeu…

Cotação: Dois doidões em Harvard, de dois possíveis

Desaquecimento Radiohead #1

March 16, 2009

Com o intuito de salvaguardar a moral e os bons costumes do povo brasileiro, nossa nova série pretende convencê-lo a vender seu convite para o show do Radiohead e curtir alguma coisa que realmente preste.

Grunge com Glamour
Sobre o disco novo do Chris Cornell


Millenium Facts

Com o lançamento do disco Scream (gritinho), Chris Cornell faz companhia para Aaliyah (morreu), Brandy (suicidou), Nelly Furtado (sumiu) e Justin Timberlake (não vai nada bem) no fino panteão de putinhas do Timbaland.

Se o resultado soa meio esquisito no começo, vai ganhando contornos de genialidade com o passar de novas audições. Não podemos nos esquecer que vivemos tempos de crise. Para que lançar um disco roqueiro em pleno 2009, quando todo mundo sabe que o que vai bombar mesmo é o remix? Ao chamar Timbaland para trabalhar direto com ele, nosso estimado ex-vocalista do Soundgarden cortou interlocutores, e foi direto ao que interessa.

O bigodinho número 1 de Seattle tenta há tempos pagar de boy band de um homem só, basta lembrar as baladinhas românticas de Euphoria Morning, seu primeiro disco solo. Só porque tem guitarrinha é menos cretino? Se liga:


Esse clipe com certeza veio na esteira do sucesso de The Calling - a chapinha do Cornell tá igual à do Alex Band, e o suingue estilo THE OC é idêntico. Sem contar que deixaram o cara parecendo uma boneca de cera com uns pelinhos grudados sem muito apuro na cara.

Como diria nosso amigo Belchior, por mais que a Vogue sugira o contrário, o grunge é uma camisa de flanela que já não serve mais ao Chris Cornell faz pelo menos uma década.

Com Timbaland, ele volta renovado e antenado, especialmente para a temporada 2009 de Malhação. E fez bem feito, acho que ‘Part of me’ é desde já uma das canções do ano - lembra um pouco Brandy circa 2004, mas com mais raiva no coração.



Chris Cornell “Part Of Me” (produced by Timbaland
Enviado por ThomasCrownChronicles

O trecho “I want the girl, but not what she’s going through” me faz lembrar o drama que o Touro passou quando descobriu que a Erica tava com AIDS. E se a sua canção tem um trecho que parece uma história da Malhação, meu amigo, você fez tudo certo.


Tudo o que acontece na novelinha mais forçação de barra do mundo: agora também acontece no disco do Chris Cornell

POR QUE OS FÃS DE RADIOHEAD DEVEM GOSTAR? É como ‘Idiotheque‘ soaria, caso não tivesse sido composta por alguém que apanhava tanto no colégio

Cotação: Nenhum sexo seguro, de pelo menos algum sexo possível

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