Leia o livro

December 22, 2007

Paris Hilton não vem mais, menos mal que no lugar dela veio o Tim Maia. O último show do velho Dom Maia foi aqui em Floripa, pelo menos o último show que ele conseguiu terminar sem morrer, e agora ele volta pra cidade na forma de livro do sempre querido, coisa mais linda, figura sensacional, Nelsinho Motta.

Campeão de leitura na praia durante a primavera, certamente candidato a Garoto Verão nas escaldantes areias culturais desde os Ingleses até a Praia do Cagão. Semana passada contei cinco só em Jurerê, hoje certamente contarei muito mais.

E teve o programa da Globo, que além de ter sido um ótimo entretenimento (tocou Rodésia!!!), foi de um timing sem igual, até eu vou ganhar um livrinho do Tim Dom Dom de Natal. Certifique-se de que você vá ganhar também.

Dois é de menos

December 21, 2007

Os melhores discos de 2007 são ruins, e eu tenho como provar.

Em qualquer lista que se preze neste enluarado dezembro, Radiohead e LCD Soundsystem aparecem como o que melhor aconteceu no ano em que voltamos a fazer contato.


Dirceu Borboleta

O des-disco do Radiohead, “In Rainbows”, foi lançado com a mais virulenta ação de marketing da história. Só se falava nele, muito disse-que disse, mas música que é bom…

Depois de discos verdadeiramente legais, como “The Bends” e o belo passo rumo ao nada de “OK Computer”, resolveram que seriam uma banda de vanguarda. E estavam, ao menos enquanto criavam agradáveis melodias durante os queridos anos noventa.

Acabou que o Radiohead virou som estilo vernisage, para não ser curtido, e sim discutido, com alguma sorte até entendido. Feito um bêbado chato, eles não sabem a hora de parar a brincadeira. Lançaram “In Rainbows” primeiro na internet porque o Thom Yorke já tava triste de tanto mandarem ele enfiar os discos mais recentes no cu.


Sounds like penico

Já o LCD Soundsystem é uma história um tanto menos interessante. No sempre emocionante teste do segundo disco, o cara do LCD reprovou como uma criança disléxica. Isso que o primeiro era ainda pior. O cd é uma grande festa Ploc anos 80, só que numa roupagem meio ‘recebo os posts do te dou um dado? por sms’.

A safra foi tão boa que o hit do verão promete ser Open Your Eyes do Snow Patrol.

Faroeste muito caboclo

O que não falta agora são aqueles dvds vagabundos com trocentos filmes juntos, ligados por uma tênue linha em comum. A Warner lançou a série “3 filmes de ação”, e um dos volumes traz três bons filmes com o velho Clint Eastwood.

No mesmo estilo daquelas coletâneas Millenium e BIS, juntaram dois hits do velho Clintão, “Os Imperdoáveis” e “Cavaleiro Solitário”, junto com uma pequena pérola do começo dos anos oitenta chamada “Bronco Billy”.

O filme é sensacional. Clint é o Bronco do título, e na melhor cena da história ele força a barra legal com uma moça que ele salvou de um estupro tipo cinco minutos antes. “Eu sei que tu qué, vagabunda, schlept schlept”, coisa feia, bem nesse nível. Outra cena legal é a pancadaria no bar, que lembra os melhores clipes que o Beck faria na década seguinte.

Tirando isso, é diversão pra família toda, com aquele cheiro mofado de sábado à tarde no SBT quando o cara era criança. Bronco Billy é um caubói de mentira, uma coisa extremamente Beto Carreiro, e termina o filme dizendo pra criançada comer o mingau direitinho. Um excelente bônus horrível para dois filmes bem legais.

Força na peruca

Está em pré-venda o álbum Os Maiores Super-Heróis do Mundo, que coleciona todas as edições especiais desenhadas pelo Alex Ross em parceria com o Paul Dini. O Alex Ross, pra quem não sabe, é uma espécie de Ray Conniff dos quadrinhos. Reside nele a mais perfeita comunhão entre o jeca e o clássico, onde tudo é vintage não por uma questão de estilo, mas por convicção pessoal.

Eu não sou muito fã, mas fica a dica. Por enquanto, as 400 páginas já estão custando R$ 129,00, disponíveis exclusivamente apenas para quem for trouxa o suficiente.

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